21 de abr. de 2018

Quando criticamos demais...


Há dois tipos de pessoas: aquelas que estão felizes consigo mesmo e aquelas que ACHAM que estão felizes consigo mesmo. Em qual delas você se encaixa?

O quanto do outro está projetado em si?

Existe uma frase atribuída a Freud muito interessante: "Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo". Não sei dizer se está frase é realmente de Freud, porém o significado dela tem muito sentido, pois temos a tendência a projetar nos outros aquilo que está em nós mesmos, ou seja, revelamos um pouco de si mesmo a partir do que identifica no outro.


Vejamos: Quando alguém diz: “és feio” a alguém, provavelmente tem esse pensamento treinado em relação a si mesmo, mesmo que seja bem no fundo do poço da sua consciência. Ou seja, diretamente ou indiretamente, aquilo que falamos das pessoas mostra exatamente aquilo que achamos de nós, porque o que sentimos, refletimos nas ações da nossa vida.

Mas será que essa afirmação é totalmente verdadeira?
Depende...

Se você se incomoda exageradamente com alguma coisa ou atitude de uma pessoa, provavelmente existe sim algo de você em relação a isso. Voltamos ao exemplo do feio, se você preocupa tanto com a aparência de uma pessoa e a julga por ser "desleixada" a ponto de perder sua tranquilidade, possivelmente existe sim algo de feio em você, algo que a/o desagrada, que você trás dentro de si e se controla a todo custo para não sentir ou ser assim. A forma como os outros agem é como um espelho para a nossa mente e quando notamos algo que não gostamos em alguém, nos desagradando em demasia, isto pode indicar que de alguma forma esse aspecto nos desagrada também em nós mesmos, porém, em nossa mente, nos faz pensar que o defeito apenas existe ali fora, nessa outra pessoa.

Quando há certo controle, não existe problema, pois se conhecemos os nossos defeitos, acabamos não sendo tão duros com os nossos semelhantes, porque reconhecemos que seus erros são semelhantes aos nossos, que estamos todos no mesmo barco da vida. Passamos a ser mais tolerantes conosco e com a nossa condição humana. Lembrando-se que não devemos esquecer que compreender não quer dizer o mesmo que concordar. Entretanto, quando não temos ideia da nossa sombra, nos tornamos inflexíveis, julgadores e ficamos por demais exigentes.

Diante de tudo isso, existem coisas boas nas nossas sombras também. O mesmo vale quando admiramos muito alguém, que a ressaltamos e colocamos em um pedestal. Essas pessoas também tem um pouco de nós mesmos, suas qualidades são um pouco das nossas e estão escondidas em algum lugar debaixo desse imenso tapete. Se conhecer não quer dizer descobrir apenas trevas em si, mas também coisas boas, de luz, o problema estar em reconhecer, pois muita das vezes, a nossa baixa autoestima nos impede de ver o lado bom das coisas. Todos nós temos trevas e luz em nosso íntimo e todos temos capacidade e potencial para realizar ambas coisas, só nos resta escolher um lado.

Por fim, vamos a seguinte reflexão:

“Tudo que incomoda você sobre outros seres é apenas uma projeção do que você não resolveu em si mesmo.” - Buda.

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CantinhodaAmiga

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